Osteossarcoma
É a neoplasia óssea mais comum entre os pequenos animais e extremamente agressiva, chegando a 85% dos tumores ósseos primários em cães e, ele compreende de 3 a 6% de todas as neoplasias. O osteossarcoma (OSA) pode se desenvolver primariamente tanto no sistema esquelético quanto em sítios extra-esqueléticos.
Os machos têm maior possibilidade de apresentar a neoplasia, entretanto osteossarcomas de esqueleto axial acometem mais as fêmeas. Raramente ocorrem em ossos do esqueleto axial como crânio, costelas, vértebras e pelve. A proporção entre machos e fêmeas é de 2:1, exceto em Rotweiller, que é a única raça em que a proporção de fêmeas para osteossarcoma é maior. Acomete cães de idade intermediária, entre 7 a 8 anos, porém, cada vez mais é visto osteossarcoma em animais jovens.
Em raças gigantes é comum em esqueleto apendicular, ossos longos, costela e escápula e, em porte pequeno, é mais comum em esqueleto axial e cabeça.
Em raças gigantes é comum em esqueleto apendicular, ossos longos, costela e escápula e, em porte pequeno, é mais comum em esqueleto axial e cabeça.
A incidência é maior em cães de raças grandes e gigantes pois estes possuem um crescimento mais tardio, as linhas de crescimento demoram mais para fechar. Eles ficam grandes, seus ossos sustentam um peso maior, mas a epífise ainda não fechou e isso faz com que cause pequenos e múltiplos traumas nas regiões metafisarias, onde possui maior atividade celular. A sensibilização de células nesta região pode provocar o início da doença pela indução de sinais mitogênicos elevando a probabilidade de desenvolvimento de uma linhagem mutante.
Se o animal tiver um silenciamento oncogênico e uma dessas células for uma mutação, durante alguns anos essa mutação vai se acumulando e, se essa célula não for eliminada do organismo, terá grande chance de desenvolver um osteossarcoma.
Se o animal tiver um silenciamento oncogênico e uma dessas células for uma mutação, durante alguns anos essa mutação vai se acumulando e, se essa célula não for eliminada do organismo, terá grande chance de desenvolver um osteossarcoma.
Em cães de raça pequena, a epífise tem o fechamento precoce, ocorre um menor trauma e menor atividade celular, o animal possui um melhor controle imunológico, isso faz com que diminua a possibilidade de mutação. Um pinscher com 8 meses já pode ser considerado quase um adulto, já um Rotweiller será considerado adulto com 14 a 16 meses.
É um tumor localmente invasivo e altamente metastático, apresentando 90% de predileção pelo pulmão e, nos 10% restantes, as metástases ocorrem em outros órgãos ou ossos. Nos gatos o OSA é mais tranquilo e nos cães é mais agressivo, tendendo a ser mais metastático. Os linfonodos são menos comumente envolvidos.
- 98% dos pacientes vão apresentar metástase dentro de 1 ano
- 5% apresentam evidência radiográfica
- 90% são metástases pulmonares
- 10% de acometimento em outros órgãos
- Raças predispostas: Pastor Alemão, São Bernardo, Fila brasileiro, Rotweiller, Dinamarquês, Golden Retriever, Dogue alemão, Doberman.
SINAIS CLÍNICOS
Cães com neoplasias ósseas, especialmente o OSA apendicular, manifestam sinais clínicos de dor, apatia, claudicação aguda ou crônica com o membro apoiado em pinça, edema na área afetada, decúbito e o animal não responde ao tratamento com opioides.
O OSA localizado na mandíbula e maxila podem apresentar sinais como dor, edema, sangramento oral e desconforto ao abrir e fechar a boca. Tais tumores quando localizados nos seios nasais podem desencadear sinais como epistaxe, exoftalmia, dispneia e deformidade facial, e os OSA na coluna vertebral apresentam hiperestesia com ou sem sinais neurológicos.
Quando localizado na pelve, em geral os sinais clínicos são: tremores e atrofia muscular por desuso, dificuldade em se levantar, incontinência urinária e fecal.
O OSA localizado na mandíbula e maxila podem apresentar sinais como dor, edema, sangramento oral e desconforto ao abrir e fechar a boca. Tais tumores quando localizados nos seios nasais podem desencadear sinais como epistaxe, exoftalmia, dispneia e deformidade facial, e os OSA na coluna vertebral apresentam hiperestesia com ou sem sinais neurológicos.
Quando localizado na pelve, em geral os sinais clínicos são: tremores e atrofia muscular por desuso, dificuldade em se levantar, incontinência urinária e fecal.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é fundamentado na anamnese, exame físico, achados radiológicos, cintilografia óssea e tomografia computadorizada sendo a confirmação realizada através de biópsia e exame histopatológico.
Deve ser destacada a importância de um amplo exame clínico e radiográfico, assim como da biópsia excisional, para se obter um diagnóstico conclusivo, diferenciando tumores ósseos primários malignos, tumores ósseos benignos, metástase tumoral e, principalmente, casos de osteomielite fúngica e osteopatia hipertrófica, pela semelhança das alterações radiográficas ósseas e periostais encontradas no OSA.
A presença de metástase, identificada no momento do diagnóstico do osteossarcoma, é reconhecida como um fator de prognóstico desfavorável, sendo o tratamento menos eficaz em aumentar o tempo de sobrevivência nestes casos.
A intervenção cirúrgica, associada à quimioterapia, consiste na terapêutica que possibilita maior sobrevida, sendo indicada com maior frequência para o tratamento de osteossarcoma apendicular.
TRATAMENTO
Uma vez confirmado osteossarcoma, existem várias opções de tratamento,
definitivas ou paliativas, que podem ser oferecidas ao proprietário. Se nenhumas das alternativas de tratamento forem aceitas, existem algumas alternativas para pelo menos proporcionar o controle da dor na tentativa de oferecer boa qualidade de vida. A cirurgia é a terapêutica mais importante no tratamento das neoplasias ósseas.
Uma decisão terapêutica segura deve estar aliada aos resultados dos exames clínico e físico, hematológico, bioquímico, dentre outros, podendo uma doença subjacente ao OSA proporcionar um prognóstico ruim ou alteração do tratamento.
definitivas ou paliativas, que podem ser oferecidas ao proprietário. Se nenhumas das alternativas de tratamento forem aceitas, existem algumas alternativas para pelo menos proporcionar o controle da dor na tentativa de oferecer boa qualidade de vida. A cirurgia é a terapêutica mais importante no tratamento das neoplasias ósseas.
Uma decisão terapêutica segura deve estar aliada aos resultados dos exames clínico e físico, hematológico, bioquímico, dentre outros, podendo uma doença subjacente ao OSA proporcionar um prognóstico ruim ou alteração do tratamento.
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